27/12/14

"Há coisas que podem correr melhor"

2004-07-30 20:10

"Há coisas que podem correr melhor"

Sampaio responsabiliza proprietários, bombeiros, autarcas e políticos pelos incêndios



O Presidente da República, Jorge Sampaio, responsabilizou hoje proprietários florestais, serviços de bombeiros e protecção civil, autarcas e outros políticos pela catástrofe dos incêndios florestais que está a ocorrer em Portugal.

Lusa


"No ano passado não atirei pedras a ninguém a respeito desta catástrofe, o mesmo não farei este ano. Estamos perante algo que necessita de um esforço colectivo muito grande", avisou Jorge Sampaio, depois de ter homenageado a figura do bombeiro voluntário depositando uma coroa de flores junto a um monumento na vila de Moimenta da Beira.

O Chefe de Estado afirmou que as câmaras municipais, como entidades mais próximas das manchas florestais, "vão ter seguramente que desempenhar um papel muito significativo de prevenção dos incêndios desde cedo, muito antes da época estival".

Considerou também responsáveis pela situação "as entidades oficiais e aqueles que estão directamente envolvidos no combate, os serviços de protecção civil, bombeiros e todos aqueles que prestam serviço nesta área", sendo necessário que estejam "melhor coordenados".

"É mais difícil combater do que prevenir, mas também no combate temos todos a noção de que há coisas que podem correr melhor, que há meios que podem ser melhor afectados", frisou, apesar de reconhecer que não existem todos os meios necessários, tal como nos países mais ricos, como os Estados Unidos da América.

Referindo que apesar de a política florestal ser "central no desenvolvimento português", Jorge Sampaio criticou a existência de "manchas florestais quase que abandonadas" e baldios, admitindo que esta política "muitas vezes não se valorizou nestes últimos decénios".

"Digo decénios para não estar a culpar ninguém em particular, porque é claro que as culpas estão muitíssimo repartidas. Mas a verdade é que a política florestal, como elemento indispensável do nosso desenvolvimento, não teve a prioridade que porventura deveria ter tido", disse.

Por considerar que já se perdeu tempo demais, Jorge Sampaio pediu que, pela via das associações de proprietários de florestas, das autarquias ou da Direcção-Geral de Florestas, "tudo convirja numa política sufragada nacionalmente", porque "não é possível continuar a assistir à perda de riqueza num país que é pobre".

"Cada um deve olhar para si próprio, para o contributo que pode dar e assumir as suas responsabilidades", sublinhou, exemplificando com gestos simples como "limpar as giestas ou os carreiros à frente de casa".

"Ando em todo o país, concelho após concelho, e nunca vejo as bermas limpas. É uma coisa raríssima. Depois vemos as pessoas com incêndios em frente de casa, nas bermas que não limparam", lamentou.

Jorge Sampaio admitiu que medidas deste tipo "não substituem uma melhor coordenação, helicópteros e aviões", mas apelou a que cada um aposte na prevenção. "Acredito que a vertente da prevenção, da educação e do esforço conjugado, obviamente com meios públicos que possam ser postos à disposição, pode ser uma das frentes que ajudará no futuro a podermos, pelo menos, melhorar esta situação tão difícil", concluiu.


2004-07-30 19:34

Mau planeamento

Ambientalistas acusam Governo devido aos incêndios



Os ambientalistas acusaram hoje o Governo de mau planeamento para a época dos incêndios e lamentaram os prejuízos para a natureza dos 50 mil hectares de área ardida até domingo passado.

Lusa


"Em termos gerais, não focando apenas as áreas protegidas, há uma questão de fundo que é o mau planeamento para a época de incêndios", disse à Agência Lusa o presidente da Liga para a Protecção da Natureza (LPN), José Alho.·
Este responsável aponta, nomeadamente, a Agência para a Prevenção dos Fogos Florestais, que diz que "não funciona", a "falta de articulação" entre as instituições ou a "ausência" de planeamento para reforçar os meios de combate aos fogos quando se soube que ia haver uma vaga de calor.·
"Este mau planeamento resultou já em perdas efectivas do património natural", adiantou.·
Arderam este ano 50 mil hectares·
Hoje, a Direcção-geral dos Recursos Florestais anunciou que os fogos deste Verão destruíram, até ao passado domingo, cerca de 50 mil hectares do país, dos quais 8.100 hectares de Rede Natura 2000. Por seu lado, o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) adiantou que os fogos deste ano queimaram até hoje 3.452 hectares de área protegida.·
Na opinião de José Alho, as áreas protegidas deveriam merecer uma atenção particular do Governo em termos de reequipamento, nomeadamente facultando kits de primeira intervenção aos vigilantes e sapadores florestais.

Luís Costa, da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), defendeu que os incêndios deste Verão são uma "situação extremamente lamentável".

"Não aprendemos com 2003, não tomámos medidas de fundo. Enquanto não houver coragem para alterações de fundo na política florestal, vamos continuar com os mesmos problemas", defendeu.·
No Algarve, as serras do Caldeirão e Monchique são áreas importantes para as aves, algumas delas raras como a águia de bonelli, águia cobreira e o bufo real (mocho de grande porte).·
José Paulo Martins, da Quercus, partilha das mesmas preocupações da LPN e da SPEA, e alerta: "estamos ainda em Julho, ainda a procissão está no adro". A Agência Lusa contactou o Ministério do Ambiente, mas não havia qualquer responsável disponível para prestar esclarecimentos.

Em 2003, arderam mais de 423 mil hectares em todo o país, dos quais 22.707 mil hectares de área protegida, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza.·
O ano de 2003 bateu o recorde da última década em termos de zonas protegidas ardidas, tendo em conta que de 1998 até 2002 a média de área ardida (em zonas protegidas) era de 10 mil hectares.



2004-07-30 11:10

Presumíveis incendiários detidos

GNR prendeu dois suspeitos de Oliveira de Azeméis



A GNR deteve hoje de madrugada dois jovens adultos no concelho de Oliveira de Azeméis por suspeita da prática de fogo posto, disse à agência Lusa o porta-voz do Comando Geral daquela força de segurança.

Lusa


Os dois presumíveis incendiários confessaram o crime quando abordados pela GNR em Cesares, concelho de Oliveira de Azeméis, adiantou a fonte.

A investigação sobre este crime foi entregue à Polícia Judiciária do Porto.

Os dois jovens terão sido autores de um incêndio que lavrou durante três horas em Mosteirô, adiantou uma outra fonte da GNR.

Pelo menos 30 pessoas foram detidas desde o início do ano por suspeitas de fogo posto, 18 das quais em Julho.



2004-07-30 13:46

Incêndio que começou em Loulé por circunscrever

Autarquia de São Brás de Alportel envia equipa para avaliar prejuízos



Ao início da tarde desta sexta-feira, o incêndio em Loulé era o único dos 15 fogos no país que estava por circunscrever. A Câmara Municipal de São Brás de Alportel enviou para as áreas queimadas uma equipa de técnicos, que em conjunto com elementos da Segurança Social, vão avaliar os prejuízos.




De acordo com informação do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC), o incêndio que deflagrou segunda-feira em Água Frias, concelho de Loulé, e que já atingiu outros locais do distrito de Faro, está a ser combatido por 666 bombeiros, 187 veículos, 10 máquinas de rasto e seis meios aéreos.

O incêndio está mais activo no triângulo formado pelas localidades de Cova da Muda, Juncais e Tarreja, também em Barranco Velho as chamas lavram de forma descontrolada.

Populações evacuadas

Cerca de cinquenta pessoas das localidades de Alportel, Cova da Muda e Javali foram deslocadas quinta-feira devido a este incêndio, tendo sido foram acolhidas pela Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel.

Mais de trinta destes deslocados foram, entretanto, reencaminhados para habitações de familiares e às 12h00 de hoje permaneciam aos cuidados da instituição 15 pessoas, especialmente idosos e crianças que estão a ser acompanhados por uma equipa de médicos, psicólogos e técnicos de acção social.

15 incêndios

Além deste incêndio existem mais 15 no território continental, mas já circunscritos ou em fase de rescaldo e vigilância: em Almodôvar, distrito de Beja, Cabeceira de Basto, distrito de Braga, Torre de Moncorvo e Bragança, no distrito de Bragança e Figueira da Foz e Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.

O incêndio que lavrou em Monchique, distrito de Faro, mantém- se em vigilância tal como o que lavrou no Parque Natural da Arrábida, distrito de Setúbal.

Há ainda fogos em Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, Vila Pouca de Aguiar e Valpaços, distrito de Vila Real, e em Armamar, Castro dAire, Penalva do Castelo e Sátão, todos no distrito de Viseu.

Avaliar prejuízos

A Câmara Municipal de São Brás de Alportel enviou às localidades afectadas pelo fogo uma equipa de técnicos para avaliar os prejuízos.

"Vamos bater a área ardida, ver se há casas ardidas, animais mortos, colmeias ou sobreiros destruídos, e tentar ajudar as pessoas na medida do possível", disse à gência Lusa o chefe de gabinete do presidente da Câmara.

A autarquia de S. Brás de Alportel decidiu também canalizar uma parte das receitas da Feira da Serra, que decorre este fim-de- semana, para os bombeiros e famílias afectadas com os incêndios.



Lusa




2004-07-19 19:37

Oito incêndios esta segunda

Chamas rapidamente extintas até ao final da tarde



O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil registou hoje apenas oito incêndios florestais, que foram todos rapidamente extintos, não havendo fogos activos ao fim da tarde.

Lusa


O distrito de Viseu foi o que registou maior número de incêndios (três), que lavraram em Feitalinho (Oliveira de Frades), Valadares (São Pedro do Sul) e Quinta do Boiço (Carregal do Sal).

No distrito de Castelo Branco registaram-se dois incêndios: um em Alpedrinha (Fundão) e outro em Sernadas de Ródão (Vila Velha de Ródão).

Foram ainda registados incêndios em Picota (Monchique, distrito de Faro), Sandim (Ponte de Lima, Viana do Castelo) e Malhundes (Vale de Cambra, Aveiro). Estes incêndios mobilizaram 141 bombeiros e 34 veículos.

Para terça-feira a meteorologia prevê uma descida das temperaturas e o aumento da humidade relativa do ar, pelo que os bombeiros acreditam que os riscos de incêndio têm tendência para diminuir.


Lusa




2004-07-18 15:39

PJ detém presumível incendiário

Alegado autor de fogo-posto na Figueira de Castelo Rodrigo



A Polícia Judiciária da Guarda deteve um pedreiro de 37 anos por alegada autoria de fogo-posto, sábado à tarde, na Quinta da Serra, Figueira de Castelo Rodrigo, disse hoje à agência Lusa fonte policial.




A detenção ocorreu quando ainda lavravam as chamas, tendo o detido sido localizado pelo proprietário da quinta e entregue à GNR de Figueira de Castelo Rodrigo que, por sua vez, o entregou à PJ que tem a competência de investigação neste tipo de delito, disse fonte da GNR.

O pedreiro integrava uma excursão proveniente de Fátima, estacionada naquele local onde existe um complexo turístico. Segundo o proprietário da quinta, cerca de nove hectares de mato, azevinho e uma seara foram consumidos pelas chamas.

O detido vai ser presente segunda-feira ao juiz do Tribunal Judicial da Guarda para um primeiro interrogatório e aplicação das adequadas medidas de coacção.


Lusa




2004-07-17 16:06

Fogos circunscritos ou em rescaldo

Noite difícil para centenas de bombeiros em seis localidades



Os seis fogos florestais que se mantinham durante a madrugada de hoje estão já circunscritos ou em fase de rescaldo, disse à Lusa fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Os incêndios, que atingiram os distritos de Castelo Branco, Guarda, Vila Real e Coimbra e mobilizaram mais de cinco centenas de bombeiros e cerca de 150 viaturas, estão já completamente controlados.

Lusa


A situação mais preocupante era a do incêndio em Armadouro, Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, numa zona de fronteira com o vizinho concelho de Oleiros, no distrito de Castelo Branco e que ficou circunscrito durante a madrugada.

Segundo a fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro(CDOS) de Coimbra, os bombeiros mantêm-se no local, numa zona fronteira com o concelho vizinho de Oleiros, distrito de Castelo Branco, "por uma questão de precaução, pois subsistem pequenos focos de incêndio e para prevenir reacendimentos".

Cerca de 240 bombeiros de 45 corporações, com 62 viaturas, apoiados por um helicóptero e cinco máquinas de rasto são os meios que, segundo o CDOS, se mantêm na Pampilhosa da Serra. Entretanto, cerca das 11h30, de hoje os bombeiros foram chamados auma escola primária do concelho de Mira, Coimbra, onde deflagrou um incêndio numa estante de livros.

Além deste, na sexta-feira deflagraram incêndios em São Bento e Senhora da Guia, no concelho de Vila Real, em Monte Infesta e Retacho, no concelho de Castelo Branco e em Jermelo, distrito da Guarda.

O fogo em Jermelo também foi circunscrito durante a madrugada mas cerca das seis da manhã, as chamas voltaram a causar preocupação. Foram necessários reforços que acabaram por conseguir controlar a situação durante as primeiras hora da manhã.



Lusa




2004-07-16 07:45

Chamas persistentes

Incêndio em Marco de Canaveses por circunscrever



O incêndio que lavra desde quinta-feira à noite em Centadissos, concelho do Marco de Canaveses, é o único fogo activo no território português, permanecendo por circunscrever.




O incêndio em Marco de Canaveses, que eclodiu às 21h30 de quinta-feira numa zona de mato e floresta, está a ser combatido por 31 bombeiros e sete veículos, disse à agência Lusa fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil.

Os fogos que quinta-feira à noite lavraram nos concelhos de Sabrosa, Pinhel, Arouca, Santa Maria da Feira e Torre de Moncorvo entraram em fase de rescaldo durante a madrugada de hoje, adiantou a
mesma fonte.

Cerca de mil e 500 homens, apoiados por 384 viaturas combateram durante a noite as chamas nos cinco concelhos.



SIC




2004-07-15 18:57

Catorze fogos activos

Incêndios mobilizam cerca de 500 bombeiros em todo o país



Um total de catorze incêndios florestais ainda não circunscritos lavravam de Norte a Sul do país ao fim da tarde de hoje, mobilizando cerca de 500 bombeiros, disse fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. De acordo com o ponto da situação às 18h20, o incêndio de maiores dimensões lavrava em zona de pinhal e eucalipto de Feitalinho, Oliveira de Frades, no distrito de Viseu.

Lusa


No combate a este fogo estavam mobilizados 105 bombeiros, apoiados por 28 veículos e dois helicópteros bombardeiros. Também no distrito de Viseu, 27 bombeiros, apoiados por seis veículos, combatem um incêndio florestal na Boa Vista, São Pedro do Sul.

No distrito de Vila Real 56 bombeiros, apoiados por 13 veículos, combatem um fogo em Amieiros, Alijó, enquanto duas dezenas de bombeiros, apoiados por quatro veículos dois aerotanques ligeiros e um helicóptero, combatem as chamas em Garrujos, Sabrosa.

Em Freixinho, Pinhel, distrito da Guarda, um incêndio com origem num reacendimento está a ser combatido por 37 bombeiros apoiados por onze veículos e um helicóptero.

No distrito de Bragança, no local de Lombo, Macedo de Cavaleiros, o fogo está a ser combatido por 33 bombeiros, apoiados por sete veículos e um helicóptero.

As chamas lavram também junto à barragem do Carrapatelo, Marco de Canaveses, no distrito do Porto, estando a ser combatidas por 26 bombeiros apoiados por sete veículos e um aerotanque pesado. Ainda no distrito do Porto registam-se dois incêndios, lavrando o primeiro no lugar do Grilo, em Baião, e o outro na Trigueira, Amarante.

O distrito de Braga regista dois incêndios florestais, um em Santa Tecla, Celorico de Basto, e o outro em Corvos, Esposende. No combate ao primeiro incêndio estão mobilizados 22 bombeiros e seis veículos, e no segundo 11 bombeiros e três veículos.

Mais a sul, 35 bombeiros, apoiados por nove veículos, um helicóptero ligeiro e um pesado combatem as chamas em Tropeço, Arouca, distrito de Aveiro. Em Coimbra, 57 bombeiros apoiados por 16 veículos e dois helicópteros, combatem um fogo no Covão das Favas, Soure.

Finalmente, em Barracha, São Brás de Alportel, distrito de Faro, um incêndio florestal mobiliza 23 bombeiros e três veículos.



NUNO VEIGA/LUSA
O fogo na zona do Alqueva ficou circunscrito na última madrugada



2004-07-14 18:15

4 mil hectares

Fogo na zona do Alqueva pode ter consumido uma vasta área



O incêndio na zona de Alqueva terá destruído cerca de quatro mil hectares, entre montado de sobro e azinho, pinhal, eucaliptal e mato, de acordo com os cálculos feitos no terreno pelas autoridades.




Apesar de os serviços florestais ainda não tenham quantificado a área ardida, o presidente da Câmara Municipal de Portel, Norberto Patinho, disse à agência Lusa que os cálculos feitos no terreno pelas autoridades apontam para uma área de três a quatro mil hectares queimados.

Fonte dos serviços florestais disse à Lusa, por seu turno, que os técnicos que estão no terreno ainda não calcularam a área ardida devido aos reacendimentos que se têm registado ao longo do dia de hoje.

No Verão do ano passado, arderam cerca de seis mil hectares da mancha florestal do concelho de Portel, essencialmente de montado de sobro e azinho, indicou Norberto Patinho.

Fogo circunscrito durante a madrugada

A meio da tarde de hoje, os bombeiros continuavam empenhados no combate aos vários reacendimentos do incêndio de grandes proporções, circunscrito durante a madrugada.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro de Évora disse à Agência Lusa que o dispositivo de combate às chamas voltou a ser reforçado com um avião Canadair. No terreno permanecem 162 bombeiros, apoiados por 48 viaturas e dois helicópteros, de 23 corporações.

O incêndio, que deflagrou ao meio-dia de segunda-feira, foi dado como circunscrito pelos bombeiros às 5h15 de hoje, depois de devastar extensas áreas dos concelhos de Portel e Vidigueira.



Lusa




2004-07-30 09:54

Chamas desalojam 12 pessoas no Algarve

Fogo de S. Brás de Alportel alastra para zona de Tavira



Continua activo o incêndio em S. Brás de Alportel, no Algarve. Durante a noite, as chamas cercaram várias casas, pelo que 12 pessoas foram desalojadas. O incêndio dirige-se agora para Tavira.

Lusa


O Fogo no Concelo de São Brás de Alportel é o único incêndio por controlar.

Durante a noite, as chamas cercaram muitas casas, mas os bombeiros conseguiram chegar a tempo de as proteger. O fogo tem no momento pelo menos três frentes activas, espalhadas ao longo da serra.

O vento inconstante e uma floresta muito densa estão a dificultar a tarefa dos bombeiros. Os bombeiros afirmam que as chamas podem chegar ao municipio de Tavira em poucas horas. No terreno estão mais de 400 homens de 80 corporações de todo o país, que contam esta manhã com a preciosa ajuda dos meios aéreos.


Este fogo, que deflagrou no início da semana em Águas Frias, concelho de Loulé (zona onde a situação está mais calma), alastrou rapidamente a Barranco Velho e à Serra do Caldeirão.

Desde quinta-feira atinge também Alportel, no concelho de São Brás de Alportel, estando a ameaçar casas e obrigando à evacuação da população.

No distrito de Beja, um incêndio continua activo no concelho de Almodôvar, mas está por agora circunscrito, segundo fonte do centro de operações distrital dos bombeiros de Beja.

No local encontram-se ainda 43 corporações de bombeiros, com 184 homens, apoiados por 54 veículos.

Ainda activo está também o fogo que deflagrou na quinta-feira ao final da tarde em Rio Douro, concelho de Cabeceiras de Basto.

De acordo com as informações dadas pelo centro distrital operacional do distrito de Braga, os bombeiros não têm podido combater este incêndio devido às dificuldades de acesso ao local.


Lusa




2004-07-30 09:23

Prevenção dos fogos apenas em 83 das 305 câmaras do país

Projectos apresentados não incluem zonas de alto risco



Apenas 27 por cento das câmaras municipais do país apresentaram este ano projectos de investimento de prevenção e protecção da floresta contra os incêndios, noticia hoje o Correio da Manhã (CM).




A Direcção-Geral dos Recursos Florestais divulgou uma lista, a que o jornal teve acesso, que revela que das 305 câmaras municipais existentes no país, apenas 83 apresentaram este ano projectos de prevenção.

De acordo com o CM, a lista das autarquias com projectos de prevenção apresentados não inclui vários concelhos de zonas de alto risco de incêndio, como Monchique, Almeida (Guarda) e Celorico da Beira.

O director da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, Sousa Macedo, garantiu ao jornal ter enviado, no passado dia 16 de Março, um folheto informativo a todos os autarcas com as explicações sobre os subsídios para a vigilância e prevenção de incêndios.

Sousa Macedo lamenta que tenha "havido câmaras de zonas de alto risco de incêndio que não apresentaram projectos de prevenção".

Para João Soveral, especialista em florestas da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), "as câmaras municipais não fizeram nada para alterar a situação ao nível da prevenção. Isso, parece-me, evidente".

"As câmaras não precisam que a Administração Central lhes diga o que devem fazer para limpar as silvas e o mato à volta das casas. Estamos a falar de medidas elementares para proteger pessoas e bens", sublinhou o autarca ao jornal.

Carlos Tuta, presidente da Câmara de Monchique, uma das autarquias que não constam da lista e que tem sido muito fustigada pelo fogo, disse ao CM que a "câmara fez uma parceria com a Associação dos Produtores Florestais do Algarve e apresentou, conjuntamente com a Câmara de Portimão, um plano à Direcção Regional dos Recursos Florestais que ainda está à espera de decisão".



O fogo no distrito de Faro teve início em Águas Frias, concelho de Loulé, e alastrou-se rapidamente à Serra do Caldeirão e a AlportelVirgilio Rodrigues/Lusa
Fogo em Alportel ameaça casas e a população teve de ser evacuada
Quinze fogos activos no país, chamas no Algarve por circunscrever (30/07 | 12:13)

Dos 15 incêndios ainda activos no território continental, apenas o que lavra no distrito de Faro desde segunda-feira está incontrolável, avança o comandante do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC).
O fogo no distrito de Faro teve início em Águas Frias, concelho de Loulé, e alastrou-se rapidamente à Serra do Caldeirão e a Alportel, no concelho de São Brás de Alportel.
A combater as chamas no Algarve estão 666 bombeiros, apoiados por 187 viaturas e dez máquinas de rasto.
Quanto a meios aéreos, a mesma fonte informou que combatem as chamas no Algarve três helibombardeiros pesados e um ligeiro, sendo que já partiram de Beja dois aviões Canadair.
Em Alportel, o fogo ameaça casas e a população teve de ser retirada do local.
O incêndio que lavrava no distrito de Beja, em Almodôvar, também desde segunda-feira, e que se juntou ao do Algarve criando um único fogo, está já em fase de rescaldo e vigilância










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