18/06/17

2 Num só corpo.




Os nossos corpos entrelaçam-se
As massas flácidas e húmidas moldam-se
Entre si tornam-se apenas uma única silhueta
O fluido salgado escorre pelas longas estrias
Como redes hidrográficas desorientadas
As rotações bruscas enrolam os lençóis
A base de descanso perde a forma inicial
E volta a ser igual ,confunde a elasticidade
Dos corpos vadios sobre a capa fina
Apenas as nádegas identificam os corpos
O enrolar e desenrolar é feito
A uma rotação  louca
Os finos fios de cabelo solto
invadem o travesseiro
Confunde a origem sexual da pertença
O desequilíbrio circular e longitudinal
Confundo o amor com ódio nas expressões
Há gemidos soltos sem preocupação.
E a massa corporal transformada
Num só corpo que geme de prazer
Como se de um último dia se tratasse 
Poeta001
18/06/2017









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